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Diretor acusado de desvio de alimentos e materiais escolares retoma funções em Nampula, na mesma escola

 

O diretor da Escola Primária Eduardo Mondlane, no distrito de Meconta, província de Nampula, reassumiu suas funções na instituição após ser acusado de desviar 57 sacos de arroz, óleo, sal, lanches escolares e material informático. A decisão gerou forte indignação entre pais e encarregados de educação, que questionam a mensagem transmitida pelo governo ao permitir que um gestor envolvido em irregularidades continue no cargo.

O administrador do distrito de Meconta, Melchior Focas, confirmou que o diretor, juntamente com um professor e um guarda da escola, foi julgado e condenado no dia 20 deste mês. O diretor e o professor receberam penas de 13 meses de prisão, enquanto o guarda foi condenado a seis meses. No entanto, as sentenças foram convertidas em multas diárias de 175 meticais.

Apesar da condenação, os três regressaram às suas funções na escola na semana seguinte, aumentando o descontentamento da comunidade escolar.

Melchior Focas esclareceu que, embora o processo criminal tenha sido concluído, o governo está conduzindo um processo disciplinar que pode resultar na exoneração ou expulsão do diretor do serviço público.

"O processo disciplinar pode culminar na sua destituição do cargo. Já está em andamento e, possivelmente, levará à sua remoção. Dependendo da gravidade, ele pode ser demitido ou até mesmo expulso do serviço público", afirmou Focas.

Enquanto aguardam a decisão final, os envolvidos foram reintegrados, uma medida que tem sido amplamente criticada pelos pais, que exigem uma postura mais firme das autoridades.

O administrador destacou que este é um caso inédito no distrito e alertou outros gestores para evitarem práticas semelhantes, enfatizando que um dirigente escolar deve ser exemplo de honestidade.

"A nomeação de um gestor é um ato de confiança. Quando esse gestor comete erros graves, não há espaço para complacência. Aconselhamos todos os colegas a agirem com responsabilidade", reforçou.

Apesar do escândalo, o Programa Mundial de Alimentação (PMA), responsável pelo fornecimento dos lanches escolares, manteve o apoio à escola. Focas garantiu que o parceiro não suspendeu a ajuda, reconhecendo que o governo agiu rapidamente para levar os acusados à justiça.

Os lanches escolares fornecidos pelo PMA têm como objetivo incentivar a permanência de alunos carenciados no sistema de ensino. A continuidade do programa é considerada essencial para prevenir o abandono escolar.

Enquanto a comunidade aguarda a conclusão do processo disciplinar, a situação continua tensa, com pais exigindo justiça e transparência na gestão dos recursos públicos.

Fonte: Ikweli
Redação: Índico Magazine || Siga o canal 🌐 Índico Magazine 🗞️📰🇲🇿 no WhatsApp: https://whatsapp.com/channel/0029VafrN6E8aKvAYGh38O2p